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18 de jan de 2012

‘Nunca tinha visto tanto sangue escorrer de mim, foi assustador’, diz Pe Lanza


Ainda se recuperando da dor e do susto de ter sido agredido com uma pedra durante um show em Rio das Ostras, no último domingo, Pe Lanza, vocalista da banda Restart, falou com o EXTRA sobre o ocorrido. O músico disse que ficou muito assustado, mas que em nenhum momento pensou em deixar a carreira:
“Isso pra mim não é um hobbie, é a vida que eu escolhi ter. Então, seja lá quais forem as 'pedras' no meu caminho, eu as guardo pra construir o meu castelo”.

Em um primeiro momento você pensou no seu público e continuou com o show. E agora, qual o sentimento que fica depois dessa agressão?
Fiquei triste com o ocorrido, mas acima de tudo estou com a consciência limpa e um sentimento de dever cumprido. Estou ali em cima para fazer todo mundo se divertir, mesmo quem não conhece minha banda. Eu não tinha o direito de estragar a noite de quem estava ali por causa de uma atitude infantil e violenta de uma pessoa que poderia não estar se divertindo. Não pedimos para todo mundo curtir, gostar, gritar, pular, cantar... Mas respeitamos todos e gostamos também de ser respeitados. Pena que nem todos pensem assim, mas faz parte do Rock N' Roll! Agora é prender a respiração e lavar a cabeça, que tá ardendo viu!
Você já tinha sido atingido por alguma coisa antes em uma apresentação?
Houve também um incidente em Belo Horizonte, onde jogaram uma pedra de gelo que se desfez no choque com o meu rosto. Essas coisas acontecem, temos que saber ser profissionais e lembrar que os fãs merecem o melhor show da vida deles, independente do que acontecer.
Essa foi a pior sensação que você já teve no palco?
A sensação de ser agredido, seja lá qual for a forma, é sempre muito triste e vergonhosa. Nunca tinha visto tanto sangue escorrer de mim, foi assustador. Mas eu sempre dei meu sangue pelo meu sonho, sempre vivi tudo muito intensamente. Foi o trabalho que eu escolhi desde muito menino, estou na estrada desde os 16 anos. Não tenho a pretensão de agradar a todos. Aceito as críticas, que são sempre muito bem vindas. Mas acho completamente desnecessário usar da violência para impôr sua opinião.
Foi a pior coisa que aconteceu desde que você ficou famoso?
Na estrada acontecem muitas coisas. A pior coisa foi ver meus fãs chorando e preocupados, principalmente porque fiz um dos melhores shows da minha vida. Mas cara, bola pra frente... Como diziam os grandes do Rock N' Roll: "The show must go on"!
Em algum momento isso te fez perder a vontade de tocar?
Nunca! Acho que o sangue escorrendo e a pancada me deixaram ainda mais elétrico e com vontade de terminar aquele show da mesma maneira que começamos: pulando, se divertindo, se emocionando, cantando muito alto. Isso pra mim não é um hobbie, é a vida que eu escolhi ter. Então, seja lá quais forem as "pedras" no meu caminho, eu as guardo pra construir o meu castelo. Já dizia Fernando Pessoa, né?
Isso faz vocês pensarem em rever a segurança de vocês? Você tem medo que isso possa se repetir?
Nossa segurança é exemplar. Temos profissionais muito bem preparados e instruídos para qualquer situação. Já passamos por diversas coisas, mas o risco é permanente e isso pode acontecer a qualquer dia, qualquer momento, mesmo tendo toda segurança do mundo. No local também tinham policiais e profissionais instruídos, mas nunca estamos preparados para um ato isolado de vandalismo desses. By the way, eu ainda acredito no amor e nos seres humanos.
A repercussão de indignação está grande nas redes sociais. Como você está recebendo o apoio de amigos e fãs?
Meus fãs são minha vida! Me apoiam em tudo, e parte das minhas conquistas eu devo a eles! É lindo ver tanto amor, tanto carinho, tanto tesão de viver a nossa história com a gente. E saibam que é verdadeiramente recíproco, pois faço tudo por eles. Já meus amigos ficaram muito preocupados, mas são cheios de fazer brincadeiras e piadas! Queria aproveitar esse espaço e agradecer a todos os meus amigos que me ligaram e se mobilizaram com o ocorrido! Tamo junto!

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