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22 de jun de 2011

"Raul Seixas não iria gostar de Restart nem de Luan Santana" diz Raulzito


"Raul Seixas não morreu de cirrose hepática. Ele morreu de tédio", defende o apucaranense João Elias, o Raulzito, que se dedica ao cover do Maluco Beleza há quinze anos.
"Não será um show ‘adrenálico’. Será uma coisa mais light, para curtir, reverenciar. Será um show em preto e branco", define, em metáfora.
Numa agenda concorrida, com cerca de dez shows por mês, Raulzito não tem do que se queixar. Em Maringá, ele bate cartão pelo menos uma vez a cada trinta dias.
"A música de Raul Seixas não enjoa. Raul é uma religião, uma filosofia de vida. O que enjôa, hoje, com refrãos repetitivos, são o Restart, o Luan Santana e o Fresno", critica, martelando um refrão também repetitivo.
Segundo Raulzito, seu ídolo não teria uma posição muito diferente se voltasse à cena e escutasse os coloridos do Restart ou o sertanejo universitário de Luan Santana. Basta pegar o álbum "Panela do Diabo" (1989) para ver que Raul Seixas já estava infeliz com a produção do rock brazuca.

"Nesse disco, ele canta versos como ‘o problema é muita estrela para pouca constelação’. Raul estava décadas à frente da nossa civilização, que é extremamente dinheirista. Raul Seixas não iria gostar de Restart nem de Luan Santana", acredita o cover.
Raul Seixas morreu em 1989. Mas, de lá para cá, os fãs não pararam no tempo. Não espere, durante o show do Raulzito, apenas tiozões saudosistas. Eles existem, mas têm companhia de universitários e adolescentes.
"Em Toledo, já chegamos a fazer um show num teatro, com diversas crianças. Após a apresentação, elas vieram tirar fotos com a gente, estavam emocionadas. Na noite seguinte, tocamos em outra cidade, num pub cheio de malucos", lembra.

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